domingo, 23 de agosto de 2009

De Sedas e Vinhos

De Sedas e Vinhos

Ah! Quem dera uma vez... Uma vez apenas, sob
A lua sobranceira cumeada no horizonte, nosso
Amor em clareiras incendesse a madrugada, ante
O olhar das estrelas debruçadas sobre os montes!

Ah! Quem dera uma noite... Uma noite apenas, o
Incenso das tulipas dos teus dedos, alforriasse este
Sonho preso e a saudade à penumbra descansasse
Nosso Amor vibrando... Ao vento, sem segredos!

Telhados de asas espertando os arvoredos, nas
Línguas das estradas lampírides acesos, benditos
Ecoando no peito dos penedos! No vale dos...

Anseios suspira um riachinho, canções de miosótis
Múrmur torvelinho, banhando de emoções as ribas dos
Caminhos! Apenas um instante, um instante apenas...

Gritar em tua pele a seda deste Amor, lábios de
................................................ Vinho!

By Iza
21/08/2009


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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

À Espera do Sol

À Espera do Sol

Tomba o ocaso em mealhas de luzes
N'um suspiro derradeiro afoga-se na noite
O silêncio é gozo no ventre das planícies
Tudo imoto e quedo... Nubiloso açoite!

A lua minguada tristuras rasa, saudades
Plangentes balbucia: P
orque maduras teu ninho
No seio da aurora, óh doce cotovia... Rouxinóis
Não desabrocham-me em clinas de Poesia!?

Lua de tantos versos... Peregrina amante! O
Fado do teu Amor espelha o destino meu, na
Esperança sempre, do sol, por um instante!

Cegam as estrelas espessos véus, contemplo o
Negro mar deste momento! Vergasta a ventania
Cuspindo escuridão aos meus olhos... Tredo céu!

Enquanto meu coração anseia o peito soalheiro do teu
.......................................................... Dia!

By Iza
15/08/2009


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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Meio Século...

Meio século...

D’uma gota de gente, um dia soprada no ventre
Da vida, entre crepúsculos sozinhos e suspiros
De auroras, domando seu barco no leme da fé
No tempo indeciso... Sem data e sem hora!

De lágrimas e hosanas, pandorgas de alegrias
Brincando na grama d’antigas paisagens
Chocalhos de risos fotografados na memória
Desta efêmera viagem! Dos olhos compridos...

Em gritas sem nome, sobre as vitrines da
Abundância (que só mesmo os olhos tocavam)
Mastigando a esperança d’um farto amanhã
Duelavam com o destino... Despertos sonhavam!

Alma em final de outono! Aprendiz contumaz!
As saudades que me trançam inverno nos cabelos
Em fitas de versos me ajoelham e as quedas só
Trazem em suas feridas, o saber humano! Não...

Importam as rugas dos anos! De gota, te faças
............................................ Oceano!

By Iza
19/08/2009


Meio século!!! Parece uma eternidade, se dito assim!!!
Mas... Cinquenta anos, nem parece tanto tempo,
passaram num piscar de olhos, tamanha nossa
pressa nesta vida!!!
Somos promessas de oceanos, porém só o
Amor pode esta imensidão... Que ele jorre fartura
em nossos corações e se faça vazante na vida dos irmãos!!!



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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Na Alma desta Hora

Na Alma desta Hora

Quando me enleio no teu mar portento
Nas ternas ondas d´águas cristalinas
Vou navegando teu lado de dentro, qual
Desterrado que à pátria destina!

E percorrendo tua imensidão, praias
Sorridas na rebentação... Entre os escolhos
Da minha saudade, na brisa leve destas tuas
Mãos te fazes barco de libertação! No peito...

Largo desta travessia aporto as flores dos
meus
Sentimentos e no sublime desta correnteza
Tua voz suave me é, d´alma, o sustento!

Minhas breves asas assim aninhando
Entre o feliz bafejo da aurora e o poente
Onde o sonho ancora, velejo em versos o...

Teu coração, deito meu céu na alma desta
.......................................... Hora!

By Iza
17/08/2009


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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Amor Poesia

Amor Poesia

Minh’alma, no galope da corrente, rema
A vida... Inda que tropeços espanquem
Os dias, espinhos nas alcovas das auroras
Desesperando chagas, torturem a calmaria!

Nas redes do tempo, ave sem guarida
E assustada, sob as folhagens do passado
Os olhos do horizonte n'um monótono nada
Um sopro exausto... Desorientado!

Murchas cores sem o idílio das tuas mãos
Escassa a luz se a borrasca me assoma, ervas
Daninhas molestem-me o chão! Sem ti, o

Ébano da n
oite então me abraça... Confins e
Recantos! Ó Alma! Alma minha! Meu reduto e
Campo santo! Não há porque este verbo exangue...

Entretanto, pois este Amor me é Poesia escrita no
................................................ Sangue!

By Iza
16/08/2009


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sábado, 15 de agosto de 2009

Aurora de Ti

Aurora de Ti

Mesmo a distância, quanto te sei
Delineio cada traço, cada pedaço de ti! Os
Dedos da memória cinzelam no pensamento
Teu arco-íris d´alma... Levez de colibri!

Tua barba por fazer, logo de manhãzinha
Na rouca nudez dos anseios, relvando em
Arrepios minha dança morena... Aurora
Minha boca n´um sol de loucos floreios!

As batidas miudinhas do teu feliz coração
Na surdina do céu desta hora, de repente
Rufam tambores... Desatinam a respiração!

O entalhe das tuas mãos n´um proclame de
Vontades, qual fossem reféns de mim, costuram
Em cetins os suspiros da minha saudade...

Desatrelando meus versos dos cintos da
................................. Castidade!

By Iza
21/03/2009


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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Saudade

Saudade

Incontinênti! Se apossa! Sem pedir licença
Já acostumada a fazer-se dona, senhora da
Situação... Sempre na primeira fila, derruba
Barreiras, é porta-bandeira do meu coração!

E rasga, em turvos, os brios da felicidade
Rompente! Impeta os diques das ridas lembranças
Me olha nos olhos e, sem cerimônias, declara
O destino, de cartas marcadas... Pregressa aliança!

Cara-a-cara... Com o dedo em riste, toda
Empertigada, em ares de estrela indaga o papel
Onde a emoção, n'um verso de sol, resiste!

Tenaz! Ergo meu olhar e encaro de frente
Esta sinhazinha de pompas vestida, de
Quem sei a lida, seu sopro de vida é o...

Desmedido d'um Amor prisioneiro à tantas
.................................... Correntes!

By Iza
13/08/2009


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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estrelas Pressentidas

Estrelas Pressentidas

Dos teus olhos, a primeira vez, ficou-me
A alma... Chama inextinguível em meu
Sacrário, lílios bálsamos dos meus versos
Via gozosa do meu itinerário! Me vejo...

Menina de tranças e tu, inda meio criança
Fiando inocências... Olhares de querer bem
Enquanto o noutecer, n'um luar descabido
Singrava nossos sonhos, do céu, muito além!

Das tuas mãos, a primeira vez, ficou-me a
Fragrância... Do eterno! E como sabiam de cor
Os meus medos, me agasalhavam o inverno!

Do teu coração, sempre, o sentimento indelével
Quantas vidas me existirem, serei os passos teus
Inda que a realidade não nos caiba e a vida nos...

Esconda! E
strelas pressentidas, jamais a noite do
................................................. Adeus!

By Iza
07/07/2009


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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Asas de Serenatas

Asas de Serenatas

Quisera! Nas terras das minhas manhãs, teus
Gestos... Covas profundas do meu sentimento
Sementes do teu altar! Abrir meu coração ao
Mundo... Sem cadeias, máscaras ou pigmentos!

E corre! Corre o tempo nas curvas dos anos
Calendários vencidos cicatrizando esperas
Teu sol, meu ser, permanece... Neste peito
Sustido na fé, a essência não degenera!

Só sei meus olhos no teu espelho enraizados
Luz que me celebra estrelas, teus vastos
Nos meus creios cultuados! Não importa...

A contramão da vida! Quão sublime o
Horizonte se do telhado da montanha
Luar em cascatas! E os degraus do sonho...

Um a um, necessitam passos de plumas, asas de
........................................... Serenatas!

By Iza
04/08/2009


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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Momento Maior

Momento Maior

Meu olhar jubilado traspassa o umbral
Da manhã! Titânico sol festando-me a
Alvorada... Potes de arco-íris derramam
Poesia, recitam seus matizes pela estrada!

Bocas de lírios em flautas perfumadas
Flutuam as ramagens em acordes bailarinos
Nas orvalhadas saias das colinas brincam
Flores campesinas... Glamoures e hinos!


Revoada de gorjeios gloriando as campinas, em
Brotos de ninhos, arvoredos declamam passarinhos
Indecisos vôos primeiros... N'arteiras asas meninas!

Não sei meus olhos n'um maior encanto, que a
Valsa do colibri com o agapanto! E vibram cordas
De andorinhas no vento, parece o céu a face...

Deste instante! Do Omnipresente, indubitável
....................................... Semblante!

By Iza
31/07/2009



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