terça-feira, 21 de abril de 2009

Safra Solidão

Safra Solidão

Não me queres mais aos teus pés!? Que tal
Subir-te à cabeça desmoronando tuas certezas
Erguidas sobre o muro da distância!? Sem olhares
Febris... Rédeas impostas à própria natureza!

Ruindo tuas razões... Adentrar tua fortaleza
Gemer monossílabos em tuas vontades
Descarrilar teus versos provocando temporais
Rir, sem pressa, as mãos ávidas da saudade!

Em overdose, deitar meu corpo em tua
Canção! Desatinar teus caminhos, numa
Dança atrevida... Roubar-te o chão!

Temporada de caça à felicidade, mesmo fora da
Estação! O tempo é agora! Sem tantos sês, nãos,
Porquês... Tiros bêbados à queima roupa na ilusão!

Não sabes! Quão amargo o vinho safra
.................................. Solidão!

By Iza
19/04/2009


Direitos Autorais Reservados

6 comentários:

Miguel Eduardo Gonçalves disse...

Bom dia, Iza, acordo cedinho no meio do mato... Aqui os bem-te-vis, as corruíras no jardim não se afastam da gente nem um minuto sequer, e a solidão que um lindo amanhecer impõe, nem o galo que se faz presente ao longe, aposto que sente! É realmente olhando o céu que entendemos a extensão do nosso viver, o que estamos fazendo aqui neste mundão, bem acompanhados daqueles, que por vezes em momentos solitários, nos são caros. Esta poesia tua me põe nesse estado, uma espécie de identidade com o que a natureza tem de mais sagrado para nos doar, porque vem tudo de graça mesmo, mas é preciso saber identificar os porquês todos de estarmos sendo agraciados com tanta maravilha! Assim, então, se for o caso, podemos tranquilamente assumir assumir uma identidade mais coadunante com nosso pequenino tamanho!
Abração do Miguel, e bom feriado.

Beatriz Prestes disse...

Iza..........

Minha querida. Quanto de tudo habita teus sentidos!!!
Como a poesia é capaz de transformar, descortinar tantos sentidos novos!
Maravilhoso minha flor
Te adoro
Bea

Regilene disse...

Lendo-te sempre e sentindo a total essência dos teus sentimentos, extraídos com magnitude da tua força interior, a poesia que exala tem perfume de amor, essência pura que na pele deixa tua fragrância poética... Parabéns e um forte abraço de amizade!

Veronica de Nazareth-Noic@ disse...

IzAmadAmiga...

o "vinho safra solidão" -belíssimo-, quando desce pela garganta vai amargando, mas depois, ao sabor verdadeiro esparramado pelas papilas linguais, recém deixa que se sinta o doce do buquê final: aqui, o do tempo de antes, preenchido por presença total, com formas, toques, cheiros, sabor...então, a melhor safra, aquela oculta...
Maravilhoso, querida! E ler-te é descobrir as nuances da vida, em cada verso.
Beijão de Luz com amor, amiga especial e amada.

Renato Baptista disse...

Solidão... como disse o Poeta: - Prerrogativa de quem ama... porque todo o querer não é o bastante e cada segundo se faz eternidade quando a distância rouba nosso chão.
Poema Safra Perfeição...
Beijo*
Renato Baptista

Anônimo disse...

Este seu poema "Safra solidão",
minha querida Iza, lindíssimo, me
faz pensar no que a natureza nos dá, de graça, todo o tempo, e o quanto precisamos compreendê-la naquilo que ela nos oferece, para
sermos felizes.
Beijo do papi
Théo Drummond